sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Aqui está um breve texto  que fiz para homenagear meu querido Mestre Prof. Dr. Magno Bucci , e escrevo para que incentivem tanto outros   docentes como discentes que estão trilhando esse caminho da Ciência e Pesquisa  a continuarem acreditando no poder da Arte e Educação, obtendo maior reflexão sobre a impactante influência que um excelente Professor (a) tem ao inspirar seus alunos (as)por meio do amor à Profissão. Transformam vidas.


“Carta de uma orientanda.”
GRATIDÃO

            Primeiramente venho declarar que nesse texto não haverá Resumo, Abstract, Introdução... Mas posso garantir que terá muito desenvolvimento e criatividade (risos). Sim, e isso só foi possível devido a contribuição do meu orientador Prof. Dr. Magno Bucci, com seu dom de nos inspirar, tanto como profissional, como SER humano que és. Trata-se de uma singela homenagem de uma aluna de graduação que pretende agradecer seu Professor Orientador, sei que pode até causar certa estranheza para algumas pessoas esse vínculo amigável entre o Professor (a) que orienta  e o aluno (a), uma vez que os trabalhos científicos são tão, mais tão  dificultosos que por muitas vezes rompem o  laço amigável. Esse texto tem a intenção de FOMENTAR os demais profissionais na relação educador / educando, detalhe, a palavra “fomentar” está em destaque porque foi umas das quais ele ensinou-me seu significado, entre tantas outras.
            O desafio foi lançado, após alguns meses na Universidade, aprendendo com muita dificuldade e esforço, conhecendo pessoas maravilhosas (outras nem tanto), chegou a hora da aula sobre as contribuições do ensino da Arte na Educação. Foi quando o conhecemos, parecia um tanto quanto rude, confesso fiquei impressionada com a forma que ele falava, tinha firmeza, logo imaginei, é esse professor é daqueles que realmente irá cobrar muito.
            Suas aulas eram diferentes, não sei se apenas eu tinha essa sensação (acredito que não), mas deixa-me explicar melhor. A diferença notava-se porque mesmo sendo uma aula por meio do ensino à distância, ele tinha a capacidade de interagir como se fosse presencial, com dinâmicas em grupo, permitindo que nem notássemos a diferença de espaço físico. Agora segue um depoimento pessoal: teve uma atividade que vou guardar para sempre em minhas lembranças, que talvez o surpreenda ao ler essa carta, digo mais, teve um efeito estupendo no meu desenvolvimento intelectual e pessoal, consequentemente acadêmico. A atividade tinha a proposta de que observássemos em nosso cotidiano, paisagens de forma diferente, com um olhar sensível, seja no trajeto escola / trabalho, entre outros, mas que notássemos tudo com um olhar não só crítico, mas admirador. No final elaboramos um texto, e pode acreditar a partir daí comecei enxergar com um olhar cheio de sensibilidade.
            Com o passar do tempo percebi que para ser uma boa aluna teria que esforçar-me mais e mais, afinal atender as expectativas do “Mestre” que tanto exigia era uma tarefa a ser cumprida.
Embora ele parecesse muito sério, aumentavam-se afinidade junto ao grupo. Então tivemos introdução à Iniciação Científica e quem seria o nosso professor? É vocês já podem imaginar! Para minha alegria e talvez o desprazer de algumas pessoas que insistem em buscar apenas um título. Houve o anúncio de que teríamos que criar um Artigo Científico, em meu pensamento já tinha várias ideias, afinal a semente da “arte de criar” já tinha sido plantada no solo do meu néocortex.  
A cada instante que eu tentava escrever alguma coisa, de madrugada inclusive, reforçavam-se apenas a afirmação Socraticamente dizendo “Só sei, que nada sei”, não pude contar quantas vezes chorei, e muito, confesso, pensei em desistir, a cada correção do texto enviado ao meu orientador, quando retornava vinham com letras garrafais e coloridas, que mais pareciam holofotes, percebia que eram erros gritantes, e no meio do texto vinham frases do tipo: “o que é isso? Samba do crioulo doido”?  Aprendi que criar causa uma dor, mas é por meio desse sofrimento que extraímos o nosso melhor. Percebia que eu era mais uma vítima do sistema educacional brasileiro, mas era tarde demais para voltar atrás, o papel de vítima não caberia a mim. 
Decidi continuar...
Mesmo após enviar 1.000. 000. 000 de cópias e por muitas vezes ele quase querer desistir da aluna que sofria por uma enorme ansiedade que a impulsionava de forma descontrolada, acreditem ele não desistiu.
Em 2015 surgiu a oportunidade da participação em um Congresso Nacional de Iniciação Científica, e quando soube que o meu Orientador havia indicado o meu artigo entre outros, senti que deveria não medir esforços e dar o meu melhor, afinal eu tinha que compensar de alguma forma todo aquele crédito cujo, ele havia depositado em mim. E o melhor aconteceu, não só fui aprovada, como também fiquei na posição entre os vinte melhores na área de Ciências Humanas e Sociais.
E veio o segundo e final Artigo Científico, o tão temido Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, depois de sentir-se como uma sobrevivente Homo Sapiens rodeada de tigres Dente de sabre na Savana para continuar sendo sua orientanda, consegui!
Devo concluir esse texto, não por falta de palavras, até porque tenho fama de que muito falo (eu assumo), mas estenderia páginas e páginas se fosse preciso registrar todo bem que meu Orientador proporcionou. Seria eu ingrata se não o agradecesse por toda paciência, e, maiormente por ter acreditado em alguém que não enxergava capacidade em si própria, alguém que em meio a tantos, mesmo destacando-se de alguma forma, sentia-se meio que uma inclusão, não muito incluída.  E pode acreditar, quando  encontrar um Mestre o qual ele venha exigir muito de ti valorize-o, ele realmente deposita fé em você e sabe o quanto pode ir além, aproveite o máximo de tempo e aprendizado.
Magno Bucci, perdoa-me os erros que possa enxergar de concordância verbal, tempo e talvez grafia, mas OBRIGADO POR NOS AUXILIAR NESSE CAMINHO , E POR EXISTIR   !!!

Sua aluna,

Bianca Fagundes.
Guarujá, janeiro de 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário